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Economia

15 empresas disputam exploração da tecnologia 5G no Brasil

 Publicado dia .04/11/2021

Todos os olhos estarão voltados, nesta quinta-feira (04.11.2021), para a fase decisiva do leilão do 5G.

A maior oferta de espectro de radiofrequência da história da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deve movimentar cerca de R$ 50 bilhões e criar uma arquitetura de rede com conectividade de banda larga mais veloz, robusta e massiva para pessoas e coisas.

Serão analisadas 15 propostas, entre empresas e consórcios, que têm interesse em explorar a tecnologia no Brasil.

A abertura dos envelopes com as propostas será realizada em Brasília, na sede da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a partir das 10h desta quinta — está prevista transmissão ao vivo do processo no canal oficial da agência no YouTube.

A primeira etapa do leilão ocorreu no dia 27 de outubro, quando as empresas e os consórcios interessados entregaram toda a documentação necessária para a participação no leilão.

Para a Anatel, o certame só deve terminar na sexta-feira (05.11.2021) devido à quantidade de empresas interessadas. “Esse número de ofertas cumpriu a expectativa otimista que tínhamos. Já imaginávamos um número parecido com esse, de 15 proponentes, pela maneira com que o edital foi modelado”, afirmou o superintendente de Competição e presidente da Comissão Especial de Licitação, Abraão Balbino, em coletiva de imprensa.

“O número de dez novos entrantes é algo inédito na história de leilões da Anatel. É a prova de que o modelo foi bem-sucedido no quesito de competição e estímulo aos novos entrantes”, acrescentou Balbino.

Para Leonardo Euler de Moraes, presidente da Anatel, a licitação deve contribuir para “a retomada do crescimento e do desenvolvimento econômico, com ganhos de produtividade em setores da economia, como o agronegócio e a indústria”, disse, por meio de comunicado, à imprensa.

O 5G seguirá um calendário escalonado de oferta. Em julho de 2022, a tecnologia estará disponível nas 26 capitais e no Distrito Federal. Todo o país será coberto pela internet de quinta geração em meados de 2028.

 

Funcionamento do leilão

A abertura dos envelopes será feita por técnicos da Anatel. Na ocasião, serão analisadas todas as propostas encaminhadas pelas empresas. A conferência das informações buscará saber em quais faixas de frequência existe competição e quais valores foram oferecidos por elas — vence quem apresentar o maior valor, segundo o edital.

 

As faixas de frequência licitadas são de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Também será analisado se as empresas interessadas no leilão se comprometem em cumprir com os requisitos mínimos do edital. Só a partir disso, as proponentes estarão aptas a seguir na disputa.

 

Conheça as empresas interessadas

As companhias interessadas na exploração do 5G no país estão divididas em dois grupos. No primeiro constam as grandes prestadoras de serviços de telefonia e dados móveis, que deverão brigar pelas frequências com maior velocidade de conexão.

Neste grupo estão Vivo, Tim e Claro — as três maiores operadoras de telefonia do país. Algar Telecom e a Sercomtel completam a lista.

A outra parcela é composta por empresas de menor porte e os provedores regionais de internet. Este grupo deve buscar as frequências menores cuja velocidade de conexão é mais baixa, mas cobrem grandes fatias de área. Veja lista:

 

Algar Telecom SA

Brasil Digital Telecomunicações LTDA

Brisanet Serviços de Telecomunicações S.A

Claro SA

Cloud2U indústria e comércio de equipamentos eletrônicos LTDA

Consórcio 5G Sul

Fly Link LTDA

Mega Net provedor de internet e comércio de informática LTDA

Neko Serviços de Comunicações, Entretenimento e Educação LTDA

NK 108 Empreendimentos e Participações S.A

Sercomtel Telecomunicações SA

Telefônica Brasil SA

TIM SA

VDF Tecnologia da Informação LTDA

Winity II telecom LTDA

 

Faixas de frequência

Para o 5G realmente chegar aos celulares dos brasileiros, o seu sinal terá de ser transmito pelas vencedoras do leilão por meio de ondas de rádio.

Segundo a Anatel, as quatro faixas que serão licitadas foram criadas para a internet de quinta geração “não brigar” com outras tecnologias que também utilizam o mesmo meio, caso de 4G e wi-fi, por exemplo.

Nesta quinta, portanto, ocorrerá o leilão de blocos de quatro faixas exclusivas para o 5G: 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. As faixas funcionam como se fossem “estradas por onde o 5G irá trafegar”.

Para ficar claro: é como se cada sinal de 5G ocupasse uma faixa (a dita frequência) de uma rodovia.

Esses caminhos por onde o 5G vai trafegar em alta velocidade foram divididos em lotes nacionais e regionais. Mesmo se uma operadora conseguir adquirir uma faixa inteira, ela poderá dividir o uso com as concorrentes.

 

Obrigações

Segundo o edital, a proposta aprovada terá de cumprir compromissos nacionais e regionais de cobertura para áreas pouco servidas com tecnologia 4G (caso das cidades com mais de 600 habitantes).

Também terá de cobrir ao menos 48 mil quilômetros de rodovias com internet de alta velocidade. Municípios com mais de 30 mil habitantes terão de ser atendidos com 5G. Nas capitais, a tecnologia terá de estar disponível em 31 de julho de 2022.

Para arrematar a faixa de 3,5 GHz —a mais cobiçada porque consegue levar rápida conexão de internet ao consumidor final —a proposta terá de cumprir obrigações específicas, como expandir para 13 mil quilômetros a extensão de cabos de fibra ótica na região Norte; construir a Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal, para sustentação dos serviços de governo; e “limpar” a faixa que, no momento, é a responsável pela transmissão de TV via parabólica —os usuários de parabólicas terão de ser migrados para faixas entre 10,7 GHz e 18 GHz.

Os recursos das autorizações da faixa de 26 GHz, diz a Anatel, serão destinados a projetos de conectividade de escolas públicas a serem definidos pelo Ministério da Educação.

 

Custos

Se todas as faixas de frequência forem arrematadas, o certame deverá movimentar R$ 50 bilhões.

Desse total, R$ 47 bilhões dizem respeito a compromissos a serem assumidos pelas vencedoras com implementação das redes e R$ 3 bilhões em pagamento de outorgas que vão para os cofres públicos.

 

Calendário

O 5G será ofertado a partir do seguinte calendário:

até 31 de julho de 2022: para capitais e o Distrito Federal

até 31 de julho de 2025: para cidades com mais de 500 mil habitantes

até 31 de julho de 2026: para localidades com mais de 200 mil pessoas

até 31 de julho de 2027: para municípios com mais de 100 mil habitantes

até 31 de julho de 2028: para locais com mais de 30 mil habitantes

 

Futuro (presente) com o 5G

O 5G fornecerá conectividade de banda larga robusta, com baixa latência (tempo mínimo entre o estímulo e a resposta da rede de Telecom) de forma massiva. Trata-se de uma infraestrutura que possibilitará a criação de novos serviços, afirma a Anatel.

A grande diferença do 5G está na diversidade de uso que a rede deve suportar, quando comparada às atuais, desenvolvidas essencialmente para disponibilizar banda larga móvel. O 5G permitirá a conexão de pessoas e objetos.

 

Entre os avanços esperados para o 5G estão:

Aumento das taxas de transmissão – maior velocidade

Baixa latência – tempo mínimo entre o estímulo e a resposta da rede de telecom

Maior densidade de conexões – quantidade de dispositivos conectados em uma determinada área

Maior eficiência espectral – quantidade de dados transmitidos por faixa de espectro eletromagnético

Maior eficiência energética dos equipamentos – economia e sustentabilidade

A integração de diversos componentes com diferentes tecnologias levará as redes 5G na direção de comunicações bem mais confiáveis e com ultraconectividade.

O 5G também é aguardado como grande propulsor nas indústrias automobilística, agropecuária, de saúde e bem-estar, manufatureira e logística no sentido da elevada digitalização, o que pode viabilizar os conceitos de indústria 4.0 e agro 4.0, aponta a Anatel.

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